GOLPES DIGITAIS

Golpe do falso advogado no PIX: como identificar e agir

Veja sinais de alerta, cuidados antes de transferir valores e providências iniciais para preservar provas.

09 mai 20263 min de leituraPor Dra. Nayara Casula
Resumo: Criminosos podem usar nome, fotografia, número de processo e dados públicos para se passar por advogados e pedir transferências por PIX. A confirmação deve ser feita por um canal já conhecido.
Atualizado em 14 jul 20266 min de leitura

Última atualização editorial: 14 de julho de 2026.

O golpe do falso advogado costuma explorar a confiança de pessoas que possuem processo em andamento. O contato pode parecer convincente porque utiliza informações verdadeiras obtidas em fontes públicas ou em vazamentos de dados.

Como o golpe costuma funcionar?

O fraudador entra em contato por um número novo, afirma representar o advogado ou o escritório e informa que existe valor a receber, taxa a pagar, liberação urgente ou necessidade de cadastro. Em seguida, envia uma chave PIX ou pede dados bancários.

O uso de nome, fotografia, logotipo e detalhes do processo não comprova que o contato é legítimo.

Sinais de alerta

  • mensagem enviada por número diferente do canal habitual;
  • pressa, ameaça de perda do valor ou pedido de sigilo;
  • cobrança inesperada para liberar indenização ou crédito;
  • chave PIX em nome de pessoa desconhecida;
  • recusa em confirmar a informação por telefone ou e-mail já utilizado anteriormente;
  • pedido de senha, código de autenticação ou acesso remoto ao aparelho.

Como confirmar antes de transferir?

Interrompa a conversa e procure o advogado pelo número, e-mail ou endereço que você já conhecia. Não utilize o contato enviado pelo próprio suspeito. Confirme o nome do beneficiário antes de concluir o PIX e desconfie de alterações repentinas na forma de pagamento.

O que fazer após uma transferência?

  1. Contate imediatamente a instituição financeira: use o aplicativo, telefone ou agência oficial e peça o registro da fraude e a análise dos mecanismos de contestação disponíveis.
  2. Preserve as provas: salve conversas, número utilizado, chave PIX, comprovante, perfil, áudios e horários.
  3. Avise o advogado verdadeiro: o escritório poderá orientar clientes, registrar a falsificação de identidade e preservar seus próprios documentos.
  4. Registre a ocorrência: apresente os elementos reunidos à autoridade competente.
  5. Evite novos pagamentos: golpistas podem voltar a pedir valores sob o pretexto de recuperar a quantia anterior.

A devolução é automática?

Não. O resultado depende da rapidez da comunicação, do fluxo adotado pelas instituições, da existência de saldo, das provas e das circunstâncias da fraude. Por isso, os primeiros registros devem ser feitos sem demora.

Conclusão

A melhor prevenção é confirmar qualquer pedido financeiro por um canal previamente conhecido. Depois da fraude, a prioridade é interromper o contato, avisar o banco, preservar as provas e registrar formalmente o ocorrido.

Nota editorial: conteúdo informativo. Procedimentos bancários e mecanismos de contestação podem mudar; confirme as regras vigentes nos canais oficiais da instituição financeira.

Dra. Nayara Casula
Dra. Nayara Casula

Advogada inscrita na OAB/MT nº 24.774 e OAB/SP nº 516.717, com atuação voltada a demandas civis, relações digitais, conflitos com plataformas e proteção de ativos de propriedade intelectual.

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